e está a chegar a grande...

...ponte!
Vou aproveitar para descansar, namorar e trabalhar com o meu Piquinho. Temos de arrancar seriamente com o nosso gabinete, e nada melhor que quatro dias seguidos. Esperemos bem...

Ainda bem que aproveitei o bom tempo domingo e...

...pedalei 35 Km em 2h30min na companhia do Piquinho, Benedetta, Marta e Danillo.
Aproveitamos o sol, os campos floridos, as cidades alegremente relaxadas, as sombras das árvores, o reflexo dos ribeiros e, infelizmente, o vento de frente!
Ainda bem, porque hoje o tempo voltou a fazer caretas...

"Como construir a sua moradia sem ter que aturar um arquitecto"

"Quantas pessoas, quando chega o momento de construir a moradia com que sempre sonharam, não passam pela aflição de perguntar a si próprias: será que vou ter de aturar um arquitecto?Neste pequeno artigo, tentarei explicar como construir uma nova casa, sem se sujeitar às exigências de um desses profissionais. Para que o empreendimento seja levado a cabo com êxito há que fazer três importantes escolhas: estilo, técnico e empreiteiro.
O estilo
Eis-nos perante a primeira decisão a tomar - o estilo da casa. Felizmente não é difícil porque existem apenas dois: o tradici e o moderno, que vem colhendo cada vez mais adeptos entre os jovens.O tradicional caracteriza-se pelo típico telhado de aba e canudo, a janela de alumínio aos quadradinhos, a lareira de cantaria com a sua chaminé e o imprescindível barbecu, testemunho dos inumeráveis prazeres da vida rústica. Já o moderno é completamente diferente, tão diferente que até as coisas mudam de nome. O telhado desaparece, dando lugar à cobertura plana; a janela perde os quadradinhos e passa a chamar-se vão; à chaminé, em tubo de aço inoxidavel, chama-se fuga; e barbecu é um termo obsceno que deve ser evitado na presença das senhoras.Não existem, pois, quaisquer espécie de dúvidas quanto a questões de estilo - ou se é tradicional ou se é moderno, as duas coisas ao mesmo tempo é impossível.
O técnico
Escolhido o estilo, há que escolher o alfaiate, que aqui designaremos pelo técnico. Trata-se de uma escolha muito fácil, porque o que não falta são técnicos. Intitulem-se eles construtores civis diplomados, agentes técnicos de engenharia, electricistas habilitados ou desenhadores habilidosos, todos se regem pela mesma cartilha, a de João de Deus: o pinto pia, a pipa pinga... Não passaram cinco anos a estudar arquitectura? Não estagiaram mais dois? Que importa isso? Concentremo-nos apenas nas suas virtudes:1- Projecto elaborado em tempo recorde.2- Preço: 999 .Mas como conseguem eles ser tão eficazes? É simples: antes de encomendado, o projecto já está feito. Até parece milagre! Mas não é, o que se passa é o seguinte: o técnico tem duas pastas no computador, uma para projectos em estilo tradicional, outra para os modernos. Escolhido o estilo pelo cliente, é fácil, emenda daqui, remenda de acolá e, numa tarde, o projecto está feito! Para quê complicar?Mas o rapaz parecia semi-analfabeto, disse que não podia assinar o projecto, mas que havia outro técnico que podia.... Não é caso para preocupações, trata-se de uma situação corrente em que um técnico analfabeto paga a um técnico habilitado para que este, a troco de uns trocos, assine de cruz. Está tudo incluído no pacote e, (ironia do destino!), quantas vezes o técnico habilitado não é um arquitecto daqueles que faltaram às aulas de religião e moral...Aprovado o projecto, o técnico já não é preciso para nada. É dizer-lhe adeus que ele até agradece, porque de obra não percebe nada nem quer perceber, quem percebe disso é o empreiteiro a nossa terceira e última escolha.
O empreiteiro
O primeiro encontro entre cliente e empreiteiro costuma ser decisivo. É nele que terá de se estabelecer, entre o primeiro e o segundo, uma relação de confiança cega, em tudo semelhante à fé. A fé de quem acredita que, com um projecto feito por um técnico, que não especifica nada, que não pormenoriza nada e que não quantifica nada, não vai ser enganado por um homem que passa o dia a fazer contas de cabeça... Entre cinco pequenos empreiteiros, como escolher o indicado para construir a moradia? Infelizmente, chegados a este ponto, não posso recomendar senão fé, muita fé e confiança, porque tudo o resto é irrelevante:1- O valor do orçamento é irrelevante, foi feito com base no projecto do tal técnico, é um número atirado para o ar, um número que, com os imprevistos, há-de subir ainda umas quantas vezes.2- O prazo estabelecido para concluir a obra vai depender do bom ou mau tempo e, nesse capítulo, só Deus sabe.3- As garantias dadas são as que estão na lei - cinco anos. Se a casa apresentar defeitos, reclame; se a reclamação não for atendida, recorra ao tribunal (também pode recorrer ao pai natal se achar que demora menos tempo...)Em suma, não vale a pena perder tempo com ninharias, o mais importante é ter fé.ConclusãoSe, apesar de conscienciosamente feitas estas três escolhas, as coisas não correrem lá muito bem, se a casa ficar pelo dobro do preço, se no Verão se assar lá dentro e no Inverno se tiritar de frio, se para abrir a porta do armário for preciso arrastar a mesa de cabeceira, se o vizinho protestar com o barbecu, se a cobertura plana meter água, não vale a pena desesperar, resta sempre a consolação de não ter tido de aturar um arquitecto."

Rui Campos Matos, arquitecto (escrito para o Diário de Notícias da Madeira, secção Arquitectura e Território)

uma semana sem Pi

O sr. Piquinho foi uma semana visitar um amigo, com outros amigos, à Finlândia. A Ritália aproveita, por isso, para sair com as amigas, ficar até às tantas na treta, tirar tudo dos armários e voltar a meter, limpar a fundo, dormir sem horas, ler, escrever,...enfim, fazer o que me da na real gana!!!
Claro que as saudades são já muitas, mas temos sempre que tirar de cada situação o qe ela tem de positivo!

entre Portugal e Itália

Um dia a sra. Bacouca escreveu sendo metade de mim a ficar, sofro o dobro ao partir. É exactamente assim que eu me sinto, agora, quando parto de Viana. O problema é que sentia o mesmo antes de vir para Itália, quando me separava do Pi...Tenho o coração dividido entre Portugal e Itália e embora a casa dos meus pais, a minha família, os meu amigos de sempre estejam ali, é aqui que agora tenho a minha casa, as minhas coisas, o meu Pi... Devo confessar que quando estava do aeroporto me sentia meia triste e meia contente. Foi maravilhoso estar em Viana estes quatro dias espremidos, bem aproveitadinhos, preenchidinhos de coisas boas, mas foi também bom voltar a casa, retomar a minha vida aqui, neste "buraquinho” de Itália, mas onde tenho pessoas de quem gosto muito e que, tenho a certeza, gostam muito de mim. Tenho só pena que os meus dois mundos sejam paralelos, porque desta forma nunca me sinto completa em nenhum dos dois…mas pode ser que um dia, contrariando a geometria, as duas linhas se encontrem! Entretanto vou pendulando entre o norte desse pequeno país à beira mar plantado e o centro do mundo…

Em casa...

já vi
já cheirei
já percorri
já senti
já matei uma pontinha das saudades
mas sobretudo, parece que nunca parti
é esta a magia de voltar

mais um fim de semana contado com atraso...

Este fim-de-semana fomos a Verona, Mantova e Ferrara! Foram dois dias bem preenchidos!
Sabado de manhã partimos de Foligno às 7 e rumamos verso Verona, à feira de vinhos vini veri. Vinhos feitos segundo a natureza. Estivemos com um casal amigo que tinha lá um espaçinho e divertimo-nos à grande! Fartamo-nos de experimentar bons vinhos e como não somos expert, nada de bochechar e deitar fora, era mesmo para dentro o sentido que seguiamos!
Almoçamos bem (nada como boa comidinha para acompanhar bom vinho, e vice-versa) e à tarde vomos para o centro de Verona e ao Museu do Carlo Scarpa. Lindo...
Para jantar fomos até Mantova com um grupo de amigos. Chegamos com o sol a pôr-se, a reflectir no grande lado tendo como pano de fundo a cidade de tijolo muralhada e jantamos num restaurante pitoresco na praça central. Estivemos mesmo bem, mas as forças já eram poucas...
No domingo tinhamos pensado ir ao Vinitaly, mas acabamos por passar o dia literalmente a dormir! Acordamos tarde, almoçamos uma piadine e dormimos toda a tarde. Arrumamos as coisas do Pi em Ferrara, carregamos o carro e partimos para casa. Chegamos à meia-noite...mais uma semana de trabalho a começar...mas daqui a uns dias já estou em CASA!

Chegou a Primavera


os dias alongam-se
os passarinhos cantam animados
o cheiro das flores invade a cidade
os rostos iluminam-se
os corpos despem-se
chegou a estação do amor
Sei que tenho andado desaparecida destas bandas, ou pelos menos não tenho vindo aqui tantas vezes quantas algumas pessoas (ou uma em particular) gostariam. A verdade é que, como diria o meu paizinho, tenho tido uma vida social muito intensa! Se não vejamos:
Sexta à noite fui jantar fora com o Pi e duas amigas e estivemos na treta até às tantas. Sábado acordamos com calma e passamos a tarde a passear, às compras, a gozar o dia de sol e à noite tivemos o aperitivo para festejar com os amigos de Foligno o fim de curso do Filippo. No Domingo foi vez de um almoço de 6 horas com a família e amigos intimos, sempre pelo mesmo motivo! (como diz o povo e é verdade, não há duas sem três, e a laurea do Pi foi festejada à grande e à cigana, três dias de festa!)
Ontem à noite, enquanto o Pi estava em Roma a assistir à conferencia "Itália um pais de arquitectos, não de arquitectura", uma temática importante visto a arquitectura ser o ganha pão do casal, eu fiz uma lady party em minha casa. Eu, a Marta e a Benedetta na amena cavaqueira, falando de assuntos muito mais mundanos! Que bom que é viver na ignorância...