Tenho imensa vontade de escrever aqui. De vir aqui gritar ao Mundo tudo o que me passa pela cabeça e pelo coração, mas os meus pensamentos voam demasiado soltos tendo sempre como ponto de chegada a pequena que dorme como um anjo aqui ao meu lado, e não quero ser monótona.
Já chega o que faço ao Filippo que me fala de trabalho e eu respondo com Clara. Se terá fome, sono ou cólicas. Não tenho concentração para mais nada, neste momento. Todas as noites, entre uma mamada e a outra, sonho que a estou a amamentar e tenho que acordar o pai para lhe perguntar se é verdade ou não.
Como a correr quando ela dorme, e de cada vez que fecha os olhos aproveito para ir fazer um chichizinho preventivo, não sabendo quando será a proxima vez que consigo ir com sossego à casa de banho. Nunca consigo dizer agora o que vou fazer daqui a duas horas porque estou dependente do sono e da fome da menina. Mas não faz mal. Nada faz mal. Eu só quero é que ela coma bem, durma como um anjo e que o seu choro seja só de sono ou chateação e não de cólicas ou qualquer outra dor.
E lá estou eu a pensar só nela e a ser monótona! E eu tenho sorte que tenho uma doçura de filha, que está quase sempre sorridente e tranquila, que a maior parte das vezes que chora é porque tem sono e basta adormeçê-la. Que come bem e cresce imenso com o meu leitinho. E que de noite dorme como gente grande (quase) e só acorda, normalemente, uma vez. Um sonho - pelo menos para já.
Podia, no entanto, contar tantas outras coisas...
Que é já um ano que moramos na casa nova, e como o tempo voa e a vida muda num instante.
Que na noite em que fui para o hospital para ter a Clara fomos
convidados para fazer um concurso no México porque viram um nosso
trabalho e gostaram muito - uma coisa surreal, ler o mail de convite
entre uma contracção e a outra.
Que ando contente, porque nos cinco anos que vivo em Foligno fiz bons amigos e tenho tido imensas provas disso ultimamente.
Que tenho o melhor marido do mundo. Que me compreende e apoia, mesmo quando sou chata, quando estou nervosa ou sou injusta - tantas vezes com ele...
Que tenho saudades de ir a Portugal e ver os meus pais, irmão e sobrinhos. E amigas de sempre...Que de noite, quando o sono teima em voltar, sonho com a nossa primeira viagem a três, que será lá para fins de Abril.
Que.
Que...
Que!
Mas a Clara é maior que tudo isto, por isso...desculpem a minha monotonia!
15/01/2013
Desde este dia que sou mãe da Clara.
Mãe.
Mãe...
Mãe!
É uma sensação única, inexplicável de ter alguém por quem esperamos nove meses nos braços e de repente paraçer que sempre a tivemos. É não perceber como podemos estar sem até aí.
A viagem foi longa, com a ratinha a nascer às 40 semanas e 6 dias. O parto foi imenso. A preparação para ele também. Os primeiros sinais que alguma coisa estava a mudar tive no dia 13 de manhã com a perda do rolhão mucoso e foi continuando com as primeiras contracções à tarde, e depois noite dentro e mais dia 14 inteiro até dar entrada no hóspital às 23h desse dia. Mas a Clara só nasceu às 12:59 do dia 15 com 3,240 kg e 52 cm, de parto natural sem epidural. E tudo o que vivi até aí, naquele último mínuto do meio-dia, passou. À uma da tarde já não sentia mais nada a não ser um amor profundo, puro, intenso, incondicional e para o resto da vida.
Os dois dias no hóspital correram bem, sempre em modo lapinha agarradinha à maminha, que adorou mal voltei a tê-la nos braços depois de examidada e lavada. Foi de tal forma que quase não perdeu peso nenhum. E assim continuou, uma comilona.
Voltar a casa trás inseguranças e medos, mas enquanto o Pi esteve aqui comigo e ainda estava em transe com o parto, as coisas correram muito bem.
Depois vi-me sozinha com esta coisa pequenina totalmente dependente de mim e caí no pânico absoluto, até porque tinha que tomar umas injecções para limpar melhor o utero (que acabaram por não fazer totalmente o efeito esperado e o meu médico teve que me limpar 10 dias depois do parto...) que me davam muitos calores e enervavam a Clara. Criou-se uma bola de neve entre a Clara chateada com a minha chateação que só quando estávamos quase a chegar ao seu mês de vida começou a estabilizar...
Agora estou muito bem, muito tranquila e serena como nos primeiros dias e muito satisfeita com o meu novo papel. Não quero outra coisa!
Mas confesso que a adaptação não foi fácil, que as primeiras semanas foram bastante duras e que não se sabe mesmo para o que se vai até se passar por isso.
Está-se sozinha, fechada em casa, com um ser que depende de nós 24 horas por dia, de dia e de noite, sempre. Para sempre. Não é verdade que se percebe logo o que um filho quer e que se distingue o choro como se diz no curso de preparação para o parto ou nos livros que se compram. Pelo menos não nas primeirissimas semanas. É preciso tempo e calma, e repouso é coisa que não se tem nessa altura.
Voltando à Clara, que é a protagonista nesta história: é uma bebé muito serena, de dia come, dorme soninhos pequeninos e já faz carinhas muito engraçadas e os primeiros sorrisos. Adora ver o que se passa à sua volta mas é independente, adorando estar na sua caminha a fazer ginástica e a ouvir a musiquinha que lhe meto. Falamos imenso. Será tagarela como a mãe! De noite dorme muito bem e há uma semana começamos a dar uns passeios e a pequena adora.
E não sei se são os olhos apaixonados de mãe, mas tenho uma filha linda de morrer, para além de ser um anjinho. Ora vejam lá!
Não vale a pena dizerem que é a cara da mãe porque, pelo menos para já, é igualzinha ao pai tirando os lábios - que aqui não se veêm bem - e algumas expressões!
Mãe.
Mãe...
Mãe!
É uma sensação única, inexplicável de ter alguém por quem esperamos nove meses nos braços e de repente paraçer que sempre a tivemos. É não perceber como podemos estar sem até aí.
A viagem foi longa, com a ratinha a nascer às 40 semanas e 6 dias. O parto foi imenso. A preparação para ele também. Os primeiros sinais que alguma coisa estava a mudar tive no dia 13 de manhã com a perda do rolhão mucoso e foi continuando com as primeiras contracções à tarde, e depois noite dentro e mais dia 14 inteiro até dar entrada no hóspital às 23h desse dia. Mas a Clara só nasceu às 12:59 do dia 15 com 3,240 kg e 52 cm, de parto natural sem epidural. E tudo o que vivi até aí, naquele último mínuto do meio-dia, passou. À uma da tarde já não sentia mais nada a não ser um amor profundo, puro, intenso, incondicional e para o resto da vida.
Os dois dias no hóspital correram bem, sempre em modo lapinha agarradinha à maminha, que adorou mal voltei a tê-la nos braços depois de examidada e lavada. Foi de tal forma que quase não perdeu peso nenhum. E assim continuou, uma comilona.
Voltar a casa trás inseguranças e medos, mas enquanto o Pi esteve aqui comigo e ainda estava em transe com o parto, as coisas correram muito bem.
Depois vi-me sozinha com esta coisa pequenina totalmente dependente de mim e caí no pânico absoluto, até porque tinha que tomar umas injecções para limpar melhor o utero (que acabaram por não fazer totalmente o efeito esperado e o meu médico teve que me limpar 10 dias depois do parto...) que me davam muitos calores e enervavam a Clara. Criou-se uma bola de neve entre a Clara chateada com a minha chateação que só quando estávamos quase a chegar ao seu mês de vida começou a estabilizar...
Agora estou muito bem, muito tranquila e serena como nos primeiros dias e muito satisfeita com o meu novo papel. Não quero outra coisa!
Mas confesso que a adaptação não foi fácil, que as primeiras semanas foram bastante duras e que não se sabe mesmo para o que se vai até se passar por isso.
Está-se sozinha, fechada em casa, com um ser que depende de nós 24 horas por dia, de dia e de noite, sempre. Para sempre. Não é verdade que se percebe logo o que um filho quer e que se distingue o choro como se diz no curso de preparação para o parto ou nos livros que se compram. Pelo menos não nas primeirissimas semanas. É preciso tempo e calma, e repouso é coisa que não se tem nessa altura.
Voltando à Clara, que é a protagonista nesta história: é uma bebé muito serena, de dia come, dorme soninhos pequeninos e já faz carinhas muito engraçadas e os primeiros sorrisos. Adora ver o que se passa à sua volta mas é independente, adorando estar na sua caminha a fazer ginástica e a ouvir a musiquinha que lhe meto. Falamos imenso. Será tagarela como a mãe! De noite dorme muito bem e há uma semana começamos a dar uns passeios e a pequena adora.
E não sei se são os olhos apaixonados de mãe, mas tenho uma filha linda de morrer, para além de ser um anjinho. Ora vejam lá!
Não vale a pena dizerem que é a cara da mãe porque, pelo menos para já, é igualzinha ao pai tirando os lábios - que aqui não se veêm bem - e algumas expressões!
100% de upload concluído
é mais ou menos isso que diz a aplicação do meu telemóvel!
Chegamos à semana 40. Fim do tempo. Estamos prontas. Mas como aqui quem decide não sou eu, nem os médicos, é a Clara, esperamos mais 10 dias. Quase dois da espera "extra" passaram. Faltam 8. No máximo dia 19 nasce. É esperar.
Eu estou bem, serena. Não tenho uma barriga assim tão grande ou pesada. Claro, sinto-me um bocado mais cansada, mas nunca pensei sentir-me tão bem mesmo nos últimos dias de gravidez. Ainda guio, trabalho, cozinho, faço tudo como se estivesse no sexto mês. Estou bem. E ela também e é isso que interessa. Para estar cá fora teremos o resto das nossas vidas!
Eu sei, este blog está a ficar monotemático. E teria outras coisas para contar, bem sei, mas não me apetece falar de mais nada. Agora já só penso no que me está para acontecer! É aguentar a seca! :)
Chegamos à semana 40. Fim do tempo. Estamos prontas. Mas como aqui quem decide não sou eu, nem os médicos, é a Clara, esperamos mais 10 dias. Quase dois da espera "extra" passaram. Faltam 8. No máximo dia 19 nasce. É esperar.
Eu estou bem, serena. Não tenho uma barriga assim tão grande ou pesada. Claro, sinto-me um bocado mais cansada, mas nunca pensei sentir-me tão bem mesmo nos últimos dias de gravidez. Ainda guio, trabalho, cozinho, faço tudo como se estivesse no sexto mês. Estou bem. E ela também e é isso que interessa. Para estar cá fora teremos o resto das nossas vidas!
Eu sei, este blog está a ficar monotemático. E teria outras coisas para contar, bem sei, mas não me apetece falar de mais nada. Agora já só penso no que me está para acontecer! É aguentar a seca! :)
2013
Queria ter vindo aqui muito antes.
Antes de ser Natal, o meu primeiro aqui em Itália, e desejar festas serenas a todos.
Antes de ser dia 27 de Dezembro e comemorar 5 anos que cheguei a Foligno.
Antes de ser passagem de ano e começar o ano novo, que provavelmente será um dos mais importantes da minha vida.
Mas não deu.
No dia em que decidi que, chegada às 38 semanas de gravidez o melhor era estar em casa, calma e quentinha, a caldeira avariou e a internet ficou com problemas.
A caldeira resolvemos logo no dia seguinte, a internet demorou mais um bocado. E agora estes problemas interessam-me muito pouco, para dizer a verdade! Tenho a cabeça, e o coração, noutro lugar. Projectados nesse dia incognito em que a Clara vai decidir vir conhecer o mundo.
O ano novo começou com a resolução de um problema em vista do parto. Drenagem da glandula. Pois...nada agradável, mas teve que ser. Depois disso repouso e só hoje começo a reconhecer-me.
Entramos na última semana de gestação, estou com 39 e 1 dia. Falta muito pouco mas por aqui está tudo tranquilo. A Clara parece gostar de estar dentro da barriga e continua a fazer a sua ginástica como se o espaço no utero não tivesse diminuido drasticamente. Promete.
Eu estou serena. Espero. Aguardo. O dia chegará e eu pouco controlo tenho nesta situação e portanto vou estando por aqui, a ocupar os meus dias. Os últimos antes de começar uma nova vida. Antes de ser mãe.
Antes de ser Natal, o meu primeiro aqui em Itália, e desejar festas serenas a todos.
Antes de ser dia 27 de Dezembro e comemorar 5 anos que cheguei a Foligno.
Antes de ser passagem de ano e começar o ano novo, que provavelmente será um dos mais importantes da minha vida.
Mas não deu.
No dia em que decidi que, chegada às 38 semanas de gravidez o melhor era estar em casa, calma e quentinha, a caldeira avariou e a internet ficou com problemas.
A caldeira resolvemos logo no dia seguinte, a internet demorou mais um bocado. E agora estes problemas interessam-me muito pouco, para dizer a verdade! Tenho a cabeça, e o coração, noutro lugar. Projectados nesse dia incognito em que a Clara vai decidir vir conhecer o mundo.
O ano novo começou com a resolução de um problema em vista do parto. Drenagem da glandula. Pois...nada agradável, mas teve que ser. Depois disso repouso e só hoje começo a reconhecer-me.
Entramos na última semana de gestação, estou com 39 e 1 dia. Falta muito pouco mas por aqui está tudo tranquilo. A Clara parece gostar de estar dentro da barriga e continua a fazer a sua ginástica como se o espaço no utero não tivesse diminuido drasticamente. Promete.
Eu estou serena. Espero. Aguardo. O dia chegará e eu pouco controlo tenho nesta situação e portanto vou estando por aqui, a ocupar os meus dias. Os últimos antes de começar uma nova vida. Antes de ser mãe.
coisas da grá(vida) #6
E cá estamos nós, a concluír um ciclo.
Acabou a hidroginástica para grávidas, pelo menos para mim.
Acabaram as consultas no consultório. Agora vamos para os controlos no hospital.
Acabou o curso de preparação para o parto.
É hora de começar a despedir-me da barriga. Vou ter saudades. Muitas, tenho a certeza. Saudades de senti-la protegida aqui dentro, de senti-la, à Clara e à barriga, de vê-la crescer, e mudar de forma.
Está a ser um periodo tão bom, tão bom da minha vida, que não me importava que durasse mais um mês. E sei que pode ainda durar um mês, mas será sempre um mês de despedida. A partir de hoje pode nascer. Até dia 19 de Janeiro, no máximo.
A consulta correu muito bem, mãe e filha em forma. Às 37 semanas a Clara já pesa 3,150kg e a mãe chegou aos +11kg, não está mal. Posição ótima, grande movimentação e análises perfeitas, nada de estreptococo ou coisas estranhas. Enfim, uma gravidez santa!
A única coisa que chateia e destabiliza tamanha harmonia é mesmo a p*** da glândula que não me dá tréguas. E não é que são duas?
Ah pois é! E o problema é perceber qual é a origem do problema e, ainda mais dificil, a solução. Mas uma coisa de cada vez que antes vou ter que dar à luz. De maneira que vou ter que tomar antibiótico, mais uma vez, de 8 em 8 horas durante seis dias, e tomar mais fermentos e mais sei lá o quê e no dia 1 de Janeiro, assim para começar bem o ano, lá teri que drenar a anormal. Ah, não, as anormais. E esperar, claro está, que a Clara não queira nascer mais cedo nem que as ca***s se decidam a voltar a aparecer antes do grande dia da minha mais que tudo.
E assim se vive por aqui. Já tenho quase tudo pronto para a chegada da piquena e a partir de segunda-feira (dia em que decidi deixar de trabalhar, mas não sei se vai ser possível) é gozar os últimos dias de espera.
Formigão
Desde sempre que o meu marido gosta de me chamar nomes de animais.
Ele é macaquinha, porcellina, maialina e desde que fiquei grávida maialessa, união de maiale (porquinha por causa da gordura) e leoa (porque toda a mãe é um pouco leoa mesmo quando a cria ainda só está na barriga).
Ontem disse-me que parecia uma formigona. Com duas partes bem redondas como tronco, peito e barriga, e quatro artos desporporcinalmente finos (só porque o resto está enorme, entenda-se!), os braços e as pernas.
E não é que tem razão?
Ele é macaquinha, porcellina, maialina e desde que fiquei grávida maialessa, união de maiale (porquinha por causa da gordura) e leoa (porque toda a mãe é um pouco leoa mesmo quando a cria ainda só está na barriga).
Ontem disse-me que parecia uma formigona. Com duas partes bem redondas como tronco, peito e barriga, e quatro artos desporporcinalmente finos (só porque o resto está enorme, entenda-se!), os braços e as pernas.
E não é que tem razão?
5 de Dezembro
Mais um ano se passou na tua ausência.
Foi um ano muito cheio, este. Teria partilhado contigo tantissimas alegrias. Foi, apesar do vazio que deixaste, um ano bom. Muito bom.
Dezembro claro, tem as suas falhas. É um mês matreiro.
Depois chegou Janeiro e começamos as obras na casa nova. E depois muito trabalho, e uma operação que me voltou a dar esperanças que a estúpida da glândula não me voltasse a chatear (não foi assim, mas paciência), e depois a espera da Clara logo à primeira tentativa, e pouco depois chegou o João Guilherme, e a operação da mãe que correu bem e que essa sim, dá esperanças maravilhosas...
Foi um ano bom, como vês. Em que a única coisa que faltou foi mesmo poder partilhar toda esta felicidade contigo. E isso é também muito. Muito triste. Mas há que pensar sempre no lado bom da vida. Erguer a testa, sacudir as feridas e sorrir. Sorrir sempre. Que a vida acaba por te sorrir também. E este ano tenho uma piolha que não pára de saltar na minha barriga que me dá imensa força. E já falta pouco para a ter aqui nos meus braços, é só, mais uma vez, esperar que passe Dezembro.
Foi um ano muito cheio, este. Teria partilhado contigo tantissimas alegrias. Foi, apesar do vazio que deixaste, um ano bom. Muito bom.
Dezembro claro, tem as suas falhas. É um mês matreiro.
Depois chegou Janeiro e começamos as obras na casa nova. E depois muito trabalho, e uma operação que me voltou a dar esperanças que a estúpida da glândula não me voltasse a chatear (não foi assim, mas paciência), e depois a espera da Clara logo à primeira tentativa, e pouco depois chegou o João Guilherme, e a operação da mãe que correu bem e que essa sim, dá esperanças maravilhosas...
Foi um ano bom, como vês. Em que a única coisa que faltou foi mesmo poder partilhar toda esta felicidade contigo. E isso é também muito. Muito triste. Mas há que pensar sempre no lado bom da vida. Erguer a testa, sacudir as feridas e sorrir. Sorrir sempre. Que a vida acaba por te sorrir também. E este ano tenho uma piolha que não pára de saltar na minha barriga que me dá imensa força. E já falta pouco para a ter aqui nos meus braços, é só, mais uma vez, esperar que passe Dezembro.
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