Passou quase um ano. Muita coisa aconteceu nestes 365 dias mas pouca coisa mudou.
Foi um Inverno difícil o de 2016/2017 com terramoto e todo o pânico e medos que instalou no seio da família Conti.
Os meus sogros ficaram apavorados e com isso arrastaram tudo e todos com eles.
Foram noites a dormir na autocaravana e dias passados na casa deles. Escolas fechadas e conversas monotemáticas. Gerir uma Diana irritada com falta de sono e liberdade porque, como se sabe, na presença dos avós e, principalemnte da bisavó, a criançinha está sempre quase a cair, quase a ficar doente, quase com frio, quase, quase, quase e daí não se passa. E a gerir uma Clara que de tanto ouvir falar de terremato e réplicas e casa a cair (quando, note-se, a nossa casa não teve NADA) só brincava debaixo de mesas.
Solução: apanhar o avião e ir para Viana um mês.
Mas não foi assim tão resolutiva como isso. A ansiedade aqui em Itália continuava, parecia que o Mundo ía acabar e "pensar-nos no nosso apartamento no segundo andar" estava a martirizar os meus sogros e portanto, vai de pensar e repensar uma solução. Mas com a pressa que uma situção de alarme exige (tudo na cabecinha deles, claro). Acabaram por tomar decisões sem parár para ouvirem o que tinhamos a dizer. Nunca fui ouvida com atenção...
Resultado: estão a fazer obras no prédio onde nós estamos para irem morar para um apartamento no rés-do-chão (sim, temos que morar todos no rés-do-chão para fugir em caso de terramoto e depois meter alarmes por causa dos ladrões...) e nós iremos para a casa deles. Coisa que eu nunca quis. Nunca quis mudar de casa e muito menos ir morar para uma casa enorme com jardim gigante... E ainda por cima é coisa que só vai acontecer daqui a uns meses, lá para meados do próximo ano. Um ano e meio depois do terramoto. Não foi assim tão celere, portanto, como uma situção de emergência exige e que tantas vezes evocaram. Mandaram inquilinos para a rua para fazer estas mudanças, instalaram portas anti-pânico à pressa num mini-apartamento porque queriam que nós tivessemos passado o Inverno lá para estar no rés-do-chão, disseram-me que era uma mãe irresponsável por estar a morar com as minhas filha no nosso apartamento no segundo andar (que acabou por resultar adequado à lei actual de anti-sismica e, portanto, seguro), stressaram as miúdas e fizeram-me passar um dois piores periodos da minha vida... isto tudo para quê? Para estar tudo como antes, um ano depois...
Tirando isto, as miúdas crescem felizes e serenas. Eu estou bem e vou tentando manter o barco em equilibio.
actualizações
Diana 16 meses e meio, Clara quase 4 anos. Por aqui vive-se assim:
A Diana não só comecou a gatinhar e andar cedo, também a trepar, subir escadas, saltar e dançar. Sim, a pequena não pode ouvir um acorde que começa logo a abanar os braços no ar. Os dentes também começaram muito cedo, todos sempre juntos em blocos de quatro. É de tal mamenira que já tem quase a dentição de leite completa. A Clara com esta idade tinha oito e era uma sorte. Mas sofre muito e as noites são um pesadelo... Passará... Um dia terá os vinte dentes e eu espero que tudo melhore.
A falar também anda despachada. Já diz algumas palavras e as que diz, diz bem. Como boa observadora que é, estuda tudo e quando faz vai segura.
Papá, mamma, pappa, olá, Lala (Clara), Au (ciao), anana (banana), apetta (aspetta- espera), eite (leite), nnnao (mesmo assim, reforçando o ene), mia (minha),...
É uma refilona, quando me vê a repreender a irmã, imita-me. E bate na irmã quando se chateia, defende-se, discutem muito por brinquedos mas adoram-se. Integrou muito bem na escolinha e vai toda contente.
A Clara é uma irmã mais velha muito premurosa e orgulhosa. É muito elogiada na escola, porta-se muito bem e já tem imensas amigas. Todos gostam muito dela. Vai à natação duas vezes por semana e gosta muito. É muito certinha, compridora, meiguinha e generosa. Embora tenha um feitio forte, seja decidida e muito, muito curiosa! "ah, io sabo" é das frases que mais diz que que adoro ouvir.
Eu tento ganhar algum ritmo no trabaho agora que as tenho na escola até às 15:30. Os dias são ainda mais corridos mas ando feliz.
A Diana não só comecou a gatinhar e andar cedo, também a trepar, subir escadas, saltar e dançar. Sim, a pequena não pode ouvir um acorde que começa logo a abanar os braços no ar. Os dentes também começaram muito cedo, todos sempre juntos em blocos de quatro. É de tal mamenira que já tem quase a dentição de leite completa. A Clara com esta idade tinha oito e era uma sorte. Mas sofre muito e as noites são um pesadelo... Passará... Um dia terá os vinte dentes e eu espero que tudo melhore.
A falar também anda despachada. Já diz algumas palavras e as que diz, diz bem. Como boa observadora que é, estuda tudo e quando faz vai segura.
Papá, mamma, pappa, olá, Lala (Clara), Au (ciao), anana (banana), apetta (aspetta- espera), eite (leite), nnnao (mesmo assim, reforçando o ene), mia (minha),...
É uma refilona, quando me vê a repreender a irmã, imita-me. E bate na irmã quando se chateia, defende-se, discutem muito por brinquedos mas adoram-se. Integrou muito bem na escolinha e vai toda contente.
A Clara é uma irmã mais velha muito premurosa e orgulhosa. É muito elogiada na escola, porta-se muito bem e já tem imensas amigas. Todos gostam muito dela. Vai à natação duas vezes por semana e gosta muito. É muito certinha, compridora, meiguinha e generosa. Embora tenha um feitio forte, seja decidida e muito, muito curiosa! "ah, io sabo" é das frases que mais diz que que adoro ouvir.
Eu tento ganhar algum ritmo no trabaho agora que as tenho na escola até às 15:30. Os dias são ainda mais corridos mas ando feliz.
para mais tarde recordar
Só para não me esquecer que comecei a fazer ginastica na sexta-feira, dia 10 e que são duas noites que a Diana foi dormir para o quarto com a Clara.
Aos poucos começo a saír deste furação que é ser mãe de duas com pouca diferença de idade. O Inverno foi longo e por aqui ainda não se sente o Verão que se aproxima. Aliás, ainda tenho as duas constipadas...
Aos poucos começo a saír deste furação que é ser mãe de duas com pouca diferença de idade. O Inverno foi longo e por aqui ainda não se sente o Verão que se aproxima. Aliás, ainda tenho as duas constipadas...
Clara(mente) #2
Não temos banheira em casa, só base de chuveiro, e portanto normalmente dou banho à Diana numa banheira de plástico e depois de arranjada meto-a na espreguiçadeira a ver-nos enquanto eu tomo duche com a Clara. Como a pequenita já se aguenta muito bem de pé, e como a Clara começou a tomar duche mais ou menos com a mesma idade, ultimamente a mais velha pede para tomarmos banho todas juntas.
Ontem lá fiz essa experiência. As três dentro da base de chuveiro, ora molha uma, ora molha outra, ensaboa uma, ensaboa outra e elas lá iam brincando mas a pequenita não achou lá grande piada e grande parte do tempo choramingava. A Clara bem tentava encorajar a irmã mostrando brinquedos e como era fácil levar com a água do chuveiro, mas no fim eu disse-lhe: amanhã não podemos fazer assim que a Diana não gostou lá muito, vamos esperar que cresça mais um bocadinho.
Hoje de manhã a Clara sai-se com esta: tive uma ideia! Hoje metemos a Diana na banheira dela e nós tomamos banho de pé, mas todas ao mesmo tempo. E quando ela fôr maior tomamos todas de pé!
Ontem lá fiz essa experiência. As três dentro da base de chuveiro, ora molha uma, ora molha outra, ensaboa uma, ensaboa outra e elas lá iam brincando mas a pequenita não achou lá grande piada e grande parte do tempo choramingava. A Clara bem tentava encorajar a irmã mostrando brinquedos e como era fácil levar com a água do chuveiro, mas no fim eu disse-lhe: amanhã não podemos fazer assim que a Diana não gostou lá muito, vamos esperar que cresça mais um bocadinho.
Hoje de manhã a Clara sai-se com esta: tive uma ideia! Hoje metemos a Diana na banheira dela e nós tomamos banho de pé, mas todas ao mesmo tempo. E quando ela fôr maior tomamos todas de pé!
Clara(mente) #1
Enquanto lhe metia os sapatos a Clara mexia-me na franja e vem-lhe esta ideia à cabeça:
-ferma, ferma, hai una cosa nei capelli (não te mexas, tens uma coisa nos cabelos).
-o quê Clara?
-non ti muovere, hai una cosa... (não te mexas, tens uma coisa)
-o quê?
-hai un capello bianco. anzi, tanti... tutti! (tens um cabelo branco. não, muitos... todos!)
Lá vou ter que começar a pintar o cabelo!
O quêeeeeee?
Já não escrevo desde Agosto? A sério? Passou assim tanto tempo? Credo!
Pronto, já chega de drama! Vou tentar fazer um resumo destes últimos 8 meses :)
Como dá para perceber, os dias passam muito rápido por aqui. Ter duas filhas pequenas dá nisto, deve ser.
A verdade é que depois de irmos a Portugal em Agosto, a Diana tem tido uma atrás da outra. Coisas pequenas, sem significado, mas que chateiam. E com as doenças chegam as noite muito mal dormidas, e com os dentes noites ainda piores. A partir de fins de Setembro nunca mais consegui uma noite de sono normal. Não digo inteira, mas normal para quem tem duas filhas pequenas em casa. Acontento-me com acordar duas vezes por noite...
A Clara dorme sempre a noite inteira, é rarissimo acordar, e se acorda é para ir à casa-de-banho e volta a adormecer em dois segundos. Mas a Diana, a Diana é complicadinha. Chegou a acordar de hora em hora. Sim senhores, de hora em hora. Até que um dia decidi: vais ter que chorar. E assim foi. Deixei-a chorar um bocadinho, depois aproximei-me, miminho sem pegar e essas coisas que partem o coração mas que tem que ser. Nessa noite, numa das vezes estive ali, ao lado 45 minutos até que ela voltasse a dormir. Um pesadelo. Mas resultou!! Agora dorme bem, só acorda uma vez, já de madrugada muitas vezes, para mamar. E quando chora de noite muitas vezes acalma-se sozinha ou se por acaso há dente a caminho, basta que lhe meta a chupeta. Estamos a melhorar, mas eu tenho muitas noites de sono para recuperar...
Tirando este "probleminho" a Diana é um anjinho. Come lindamente, está gordinha, aos sete meses gatinhava, aos oito já se metia de pé e aos nove anda apoiada. Está sempre a fazer barulho, brinca imenso sozinha e adora a irmã. Se a Clara está em casa, a Diana está onde ela está!
A Clara está uma menina, do alto dos seus três anos quer fazer tudo sozinha e ajudar nas tarefas de casa. Em italiano expressa-se muito bem e agora começa a falar comigo mais em Português embora ainda misture muito as duas linguas. Muitas vezes diz meia frase em Italiano e o resto em Português, de rir!
Desde inicíos de Março a Diana está com uma babysitter de manhã em casa e eu venho trabalhar. Renasci, portanto!
E agora prometo voltar em breve.
Pronto, já chega de drama! Vou tentar fazer um resumo destes últimos 8 meses :)
Como dá para perceber, os dias passam muito rápido por aqui. Ter duas filhas pequenas dá nisto, deve ser.
A verdade é que depois de irmos a Portugal em Agosto, a Diana tem tido uma atrás da outra. Coisas pequenas, sem significado, mas que chateiam. E com as doenças chegam as noite muito mal dormidas, e com os dentes noites ainda piores. A partir de fins de Setembro nunca mais consegui uma noite de sono normal. Não digo inteira, mas normal para quem tem duas filhas pequenas em casa. Acontento-me com acordar duas vezes por noite...
A Clara dorme sempre a noite inteira, é rarissimo acordar, e se acorda é para ir à casa-de-banho e volta a adormecer em dois segundos. Mas a Diana, a Diana é complicadinha. Chegou a acordar de hora em hora. Sim senhores, de hora em hora. Até que um dia decidi: vais ter que chorar. E assim foi. Deixei-a chorar um bocadinho, depois aproximei-me, miminho sem pegar e essas coisas que partem o coração mas que tem que ser. Nessa noite, numa das vezes estive ali, ao lado 45 minutos até que ela voltasse a dormir. Um pesadelo. Mas resultou!! Agora dorme bem, só acorda uma vez, já de madrugada muitas vezes, para mamar. E quando chora de noite muitas vezes acalma-se sozinha ou se por acaso há dente a caminho, basta que lhe meta a chupeta. Estamos a melhorar, mas eu tenho muitas noites de sono para recuperar...
Tirando este "probleminho" a Diana é um anjinho. Come lindamente, está gordinha, aos sete meses gatinhava, aos oito já se metia de pé e aos nove anda apoiada. Está sempre a fazer barulho, brinca imenso sozinha e adora a irmã. Se a Clara está em casa, a Diana está onde ela está!
A Clara está uma menina, do alto dos seus três anos quer fazer tudo sozinha e ajudar nas tarefas de casa. Em italiano expressa-se muito bem e agora começa a falar comigo mais em Português embora ainda misture muito as duas linguas. Muitas vezes diz meia frase em Italiano e o resto em Português, de rir!
Desde inicíos de Março a Diana está com uma babysitter de manhã em casa e eu venho trabalhar. Renasci, portanto!
E agora prometo voltar em breve.
E daqui a dois dias...
Lá vamos, os quatro, pela primeira vez a Portugal.
É hora de começar a pensar nas malas. Medoooooo
É hora de começar a pensar nas malas. Medoooooo
maternidade bipolar
Isto de ter filhos tem-se revelado ter algo de bipolarismo. E' que e' passar do desespero de querer dormir mais, melhor, ter mais tempo para mim e para nós, ter liberdade para fazer o que me apetece, sem programação ou rotinas a respeitar, a um estado de felicidade imensa. A uma vontade incontrolável de aperta'-las e come-las de beijos e gritar ao mundo que sou mulher mais completa e a mãe mais feliz que existe.
Foligno? Inferno!
Aqui está um calor infernal. Desde que o meu pai chegou, em fins de Junho, que as temperaturas tem vindo a aumentar há já mais de uma semana que rondamos os 40 graus. A casa ferve, de noite as temperaturas não baixam muito ficando pelos 28 dentro de casa. Dorme-se mal, passa-se o dia a suar e a arrastar. A Clara acorda as 5:30 da manhã cheia de sono mas sem conseguir dormir. À tarde repousa pouco e sua muito. O que vale é a casa dos meus sogros com ar condicionado. Lá passamos as tardes e há dois dias almoçamos e a Clara faz a sesta para ver se recupera. A Diana tem dificuldade em adormecer e sua horrores quando mama. E eu, talvez preocupada com as miúdas, pela primeira vez na vida não tenho sofrido muito com o calor. É claro que não estou em mim, mas aguento.
A solução? Segunda montam ar condicionado cá em casa mas antes disso, no domingo, vamos uma semana de férias para a praia. Até porque o Filippo tem trabalhado como um mouro e estamos mesmo a precisar de uns dias em família.
A solução? Segunda montam ar condicionado cá em casa mas antes disso, no domingo, vamos uma semana de férias para a praia. Até porque o Filippo tem trabalhado como um mouro e estamos mesmo a precisar de uns dias em família.
desta minha nova vida
A Clara pediu para ir brincar para casa dos vizinhos, a Diana dorme tranquila na alcofa, se não fosse pelo barulho dos legumes do jantar da Clara quase a queimar na panela, até parecia que não tenho duas filhas!
Não me posso queixar, a Diana e' uma paz d'alma que só chora quando tem sono e do que gosta mesmo e' de dormir. A Clara porta-se muito bem e tenho sempre alguém pronto a ajudar. Eu também, desta vez, peço ajuda, deixo ajudar, não como quando foi do nascimento da Clara que me obstinava em ser eu a fazer tuuuuudo tudo. E portanto, estou a viver estes primeiros dias de vida da Diana e dos quatro com muita serenidade. E ainda bem!
Não me posso queixar, a Diana e' uma paz d'alma que só chora quando tem sono e do que gosta mesmo e' de dormir. A Clara porta-se muito bem e tenho sempre alguém pronto a ajudar. Eu também, desta vez, peço ajuda, deixo ajudar, não como quando foi do nascimento da Clara que me obstinava em ser eu a fazer tuuuuudo tudo. E portanto, estou a viver estes primeiros dias de vida da Diana e dos quatro com muita serenidade. E ainda bem!
Diana
Às 40 semanas e 6 dias a Diana nasceu, finalmente!
O parto foi muito rápido, e eu estava muito mais consciente do que estava a fazer. Menos nervosismo, mais tranquilidade e segurança. Dei entrada no hospital quase às duas da manhã e às 5:49 a Diana chorava pela primeira vez nos meus braços. Com 3,480gr e 52cm mais uma magricela entrava na minha vida como se aqui sempre estivesse estado.
Os dias no hospital correram tranquilos com uma bebê serena e um primeiro encontro de irmãs perfeito, comovente.
Dois dias depois voltamos para casa e a Diana é uma bebê muito calma, a Clara anda super contente com a irmã, vai para a escola toda inchada contar que pega na mana, que tem um bebê em casa, embora ao fim do dia, connosco e já com muito cansaço de dias intensos e muito quentes à mistura, faça muitas birras e, coisa nunca vista, histórias ao jantar.
Também ela tem que se habituar a esta nova família, maior e com um ser tão pequenino que ainda precisa de muitos cuidados da sua mãe.
O parto foi muito rápido, e eu estava muito mais consciente do que estava a fazer. Menos nervosismo, mais tranquilidade e segurança. Dei entrada no hospital quase às duas da manhã e às 5:49 a Diana chorava pela primeira vez nos meus braços. Com 3,480gr e 52cm mais uma magricela entrava na minha vida como se aqui sempre estivesse estado.
Os dias no hospital correram tranquilos com uma bebê serena e um primeiro encontro de irmãs perfeito, comovente.
Dois dias depois voltamos para casa e a Diana é uma bebê muito calma, a Clara anda super contente com a irmã, vai para a escola toda inchada contar que pega na mana, que tem um bebê em casa, embora ao fim do dia, connosco e já com muito cansaço de dias intensos e muito quentes à mistura, faça muitas birras e, coisa nunca vista, histórias ao jantar.
Também ela tem que se habituar a esta nova família, maior e com um ser tão pequenino que ainda precisa de muitos cuidados da sua mãe.
Coisas da (gra')vida #11
Muito provavelmente este será o meu ultimo post de grávida. Ou pelo menos assim gostaria. Aqui a espera já vai longa 38 semanas e quatro dias e as noites, com esta barriga e calor, não tem sido fáceis.
De qualquer maneira, e tirando o cansaço normal desta fase, aliado ao facto de ter a Clara que requer muita atenção, corre tudo bem e mais uma vez nada de grandes sintomas de fim da gravidez tirando insônias. Mexo-me bem, nada inchada e como peso, igual a' gravidez da Clara, +10,5/11kg.
Ontem fomos a' última consulta pre'-Diana e tudo corre bem. Análises perfeitas, valores da bebê' ótimos, em posição e colo do útero já a alterar. Todos os momentos são bons para entrar em trabalho de parto, embora eu ainda não sinta absolutamente nada e continue a achar que, tal como a irmã, a Diana aproveitará bem todos os minutos que tem para estar no seu spa e nascerá só depois das 40 semanas, nos primeiros dias de Junho. Veremos!
De qualquer maneira, e tirando o cansaço normal desta fase, aliado ao facto de ter a Clara que requer muita atenção, corre tudo bem e mais uma vez nada de grandes sintomas de fim da gravidez tirando insônias. Mexo-me bem, nada inchada e como peso, igual a' gravidez da Clara, +10,5/11kg.
Ontem fomos a' última consulta pre'-Diana e tudo corre bem. Análises perfeitas, valores da bebê' ótimos, em posição e colo do útero já a alterar. Todos os momentos são bons para entrar em trabalho de parto, embora eu ainda não sinta absolutamente nada e continue a achar que, tal como a irmã, a Diana aproveitará bem todos os minutos que tem para estar no seu spa e nascerá só depois das 40 semanas, nos primeiros dias de Junho. Veremos!
Sabe bem ver listas intermináveis de coisas para fazer cheias de vistos. Resolver problemas, livrar-se de tarefas.
É o que tenho andado a fazer com a lista de coisas que tinha para fazer antes do nascimento da Diana. Mala da maternidade, comprar coisas para o carro e quartinho, primeiras roupinhas, pintar o quartinho, fazer quadros e arranjar o cantinho dela, ... E por aí fora que isto é como as cerejas, quando se começa a pensar aparece sempre mais qualquer coisa para fazer.
Pois bem, esta semana fui buscar as coisas encomendadas para o quarto e carro, já tenho a alcofa e ovinho lavados e montados, o quartinho pintado e agora já só lhe faltam os detalhes: pendurar os quadros e prateleira e meter um ou outro detalhe de decoração.
Se a Diana quiser pode nascer que o que falta é pouco e o fundamental está pronto. Sábado completo 38 semanas e, sinceramente, até agradecia que chegasse por essa altura. Mas à tarde, que de manhã tenho esteticista e a Clara vai estar com o pai a fazer a sua primeira visita de estudo.
É o que tenho andado a fazer com a lista de coisas que tinha para fazer antes do nascimento da Diana. Mala da maternidade, comprar coisas para o carro e quartinho, primeiras roupinhas, pintar o quartinho, fazer quadros e arranjar o cantinho dela, ... E por aí fora que isto é como as cerejas, quando se começa a pensar aparece sempre mais qualquer coisa para fazer.
Pois bem, esta semana fui buscar as coisas encomendadas para o quarto e carro, já tenho a alcofa e ovinho lavados e montados, o quartinho pintado e agora já só lhe faltam os detalhes: pendurar os quadros e prateleira e meter um ou outro detalhe de decoração.
Se a Diana quiser pode nascer que o que falta é pouco e o fundamental está pronto. Sábado completo 38 semanas e, sinceramente, até agradecia que chegasse por essa altura. Mas à tarde, que de manhã tenho esteticista e a Clara vai estar com o pai a fazer a sua primeira visita de estudo.
coisas da (grá)vida #10
Da minha vida de grávida, já longa 78 semanas e 2 dias, o único sintoma que realmente não entendo deste estado de graça são as insónias... Sei que tenho que me preparar para noites curtas, que a natureza a sábia, bla, bla, bla, mas eu continuo a achar que estas horas de sono perdidas serão preciosas daqui a umas semanas. E é isto.
De resto tudo bem, a barriga a crescer e quase a chegar âs 38 semanas com uma Diana muito ativa na barriga e eu a fazer uma vida já quase normal: trabalhar, tratar da casa e da Clara, menos pegar nela ao colo. O cansaço, no entanto, é muito maior que na primeira gravidez, até porque há mais de uma semana que as temperaturas rondam os 30 graus por estas bandas.
De resto tudo bem, a barriga a crescer e quase a chegar âs 38 semanas com uma Diana muito ativa na barriga e eu a fazer uma vida já quase normal: trabalhar, tratar da casa e da Clara, menos pegar nela ao colo. O cansaço, no entanto, é muito maior que na primeira gravidez, até porque há mais de uma semana que as temperaturas rondam os 30 graus por estas bandas.
O cúmulo da sua conisse
A Clara tem crescido imenso e onde se sente o maior desenvolvimento e' na fala.
Embora perceba perfeitamente as duas línguas, expressa-se muito mais em italiano. No entanto, algumas palavras só diz em português, como sapato, casaco, prato,... O problema são os plurais das mesmas: sapati, casaqui, prati,... Uma verdadeira con, direi!
E depois ainda tenho que aprender o Claresse... Bilo e' livro, por exemplo! Que confusão nesta casa!
Embora perceba perfeitamente as duas línguas, expressa-se muito mais em italiano. No entanto, algumas palavras só diz em português, como sapato, casaco, prato,... O problema são os plurais das mesmas: sapati, casaqui, prati,... Uma verdadeira con, direi!
E depois ainda tenho que aprender o Claresse... Bilo e' livro, por exemplo! Que confusão nesta casa!
Da culpa
Isto de ser mãe e' tramado. E' só sentir culpa, e já desde a gravidez.
Andava eu cansada mas toda contente da vida a fazer de tudo como se não estivesse com sete meses de gestação. Caminha para o trabalho, vai a ginástica, pega na Clara e tudo aquilo que enumerei no ultimo post. E' certo e sabido que andava cansada mas que grávida do segundo filho não anda? Hoje consulta das 30 semanas e um grande 'alto lá' do médico! Repouso quase absoluto durante dez dias que o colo do útero está curtindo. Há que descansar grande parte do dia, ou quase todo, sentada não vale, e' preciso estar deitada ou quase. E tomar magnésio e meter uns óvulos para ver se o útero se acalma...
Sai da consulta com uma vontade imensa de chorar. Só pensava porque fui tão estúpida, porque me senti assim invencível ao ponto de querer fazer tudo e de tudo. Porque e' que achei que era capaz de ser heroína? E a culpa, a culpa...
Mas não chorei. Não podia. Estava a voltar para casa, para a minha filhota de dois anos e dois meses que passou a noite a queixar-se de um ouvido e a arder em febre. Nem com ben-u-ron foi lá... A queixar-se muito do ouvido do qual na quinta a' noite se queixou uma vez para voltar a adormecer e que nunca mais referiu embora nunca mais tenha dormido bem. Achei que eram dentes e um bocado de constipação. Qual que, era otite e hoje já num estado avançado... E como e' que eu não percebi? Para onde estava a olhar? E mandei-a para a creche, e saímos juntas, ... Que mãe desnaturada... E a culpa, sempre a culpa...
Andava eu cansada mas toda contente da vida a fazer de tudo como se não estivesse com sete meses de gestação. Caminha para o trabalho, vai a ginástica, pega na Clara e tudo aquilo que enumerei no ultimo post. E' certo e sabido que andava cansada mas que grávida do segundo filho não anda? Hoje consulta das 30 semanas e um grande 'alto lá' do médico! Repouso quase absoluto durante dez dias que o colo do útero está curtindo. Há que descansar grande parte do dia, ou quase todo, sentada não vale, e' preciso estar deitada ou quase. E tomar magnésio e meter uns óvulos para ver se o útero se acalma...
Sai da consulta com uma vontade imensa de chorar. Só pensava porque fui tão estúpida, porque me senti assim invencível ao ponto de querer fazer tudo e de tudo. Porque e' que achei que era capaz de ser heroína? E a culpa, a culpa...
Mas não chorei. Não podia. Estava a voltar para casa, para a minha filhota de dois anos e dois meses que passou a noite a queixar-se de um ouvido e a arder em febre. Nem com ben-u-ron foi lá... A queixar-se muito do ouvido do qual na quinta a' noite se queixou uma vez para voltar a adormecer e que nunca mais referiu embora nunca mais tenha dormido bem. Achei que eram dentes e um bocado de constipação. Qual que, era otite e hoje já num estado avançado... E como e' que eu não percebi? Para onde estava a olhar? E mandei-a para a creche, e saímos juntas, ... Que mãe desnaturada... E a culpa, sempre a culpa...
o cansaço
Ora bem, desde a última vez que cá vim já se passou mais de um mês e muita coisa aconteceu. Como sempre, tive várias ideias para posts, quis escrever muita coisa por aqui mas fui adiando, adiando e de certa forma foram perdendo sentido.
Depois de recuperar as forças com tanta constipação e noites mal dormidas, tive direito a comover-me pela primeira vez com uma ecografia. Juro que nunca me tinham vindo as lágrimas aos olhos em nenhuma consulta mas há um mês fui ver a Diana e vê-la assim tão perfeita a crescer mexeu com qualquer coisa cá dentro.
Talvez porque esta segunda gravidez esteja a ser mais "pesada". Ando mais cansada, a barriga parece-me maior, tenho menos tempo para ciudar de mim e menos ainda para pensar nesta bebé que está a crescer e que daqui a 10 semanas, se tudo correr bem, está cá fora. Sim, porque já ultrapasssei as 30 semanas, o tempo voa, foge-me por entre os dedos e não tenho tempo para fazer mais nada que não seja trabalhar de manhã depois de tratada de toda a logistica da casa e entrega da Clara na creche. Voltar a ir buscá-la e tratar do almoço e arrumar cozinha, meter a dormir e cair redonda eu também. Depois é brincar, passear, tratar de banhos e jantares. Arrumar mais uma vez e pronto, voltar a aterrar no sofá. O tempo para pensar na chegada da Diana reduz-se às aulas de hidroginática para grávidas duas vezes por semana e a uns minutos antes de adormecer, em que a sinto aqui a chamar por mim, a dar pontapés para reinvindicar a atenção que não lhe dei durante o dia. Porque não me sentei todas as vezes que me senti cansada, porque peguei várias vezes na Clara ao colo, porque andei a pé mais do que devia...
Mas entre uma saída e outra lá tenho conseguido comprar o enxoval para a bebé, pensar no cantinho dela no quarto das meninas e programar as próximas semanas. Devagar, devagarinho, lá chegaremos, acredito!
Para aumentar ainda mais o cansaço (mas por outro lado aquecer o coração), no início do mês fomos pela última vez a Portugal antes do nascimento da Diana. Fomos só nós as três, as meninas da casa. As viagens de avião correram muito bem, como sempre. A Clara é uma viajadora, adora aeroportos, aviões e todos os mimos e atenções que lhe dão. A casa dos avós é como uma segunda casa para ela, reconhece tudo, não estranha nada nem ninguém e isso é uma sorte que reconheço ter e espero que com a irmã não seja diferente. Mas claro, mesmo sendo tudo familiar, há sempre uma pequena adaptação a fazer, muitas escadas para subir e algumas birras extra para gerir. Tudo isto com o barrigão fica mais difícil de suportar e o cansaço de recuperar.
De resto tudo a andar, à parte a estação estar a mudar e a minha pressão arterial a baixar aos mínimos consentidos. Digamos que o que mais me ouvem dizer ultimamente é "estou cansada". E estou. Podre, de rastos. E acho também que isto da gravidez é lindissimo, mas que a segunda devia ser mais curta! :)
Depois de recuperar as forças com tanta constipação e noites mal dormidas, tive direito a comover-me pela primeira vez com uma ecografia. Juro que nunca me tinham vindo as lágrimas aos olhos em nenhuma consulta mas há um mês fui ver a Diana e vê-la assim tão perfeita a crescer mexeu com qualquer coisa cá dentro.
Diana às 26 semanas de gravidez
Digam lá se não é linda?
Talvez porque esta segunda gravidez esteja a ser mais "pesada". Ando mais cansada, a barriga parece-me maior, tenho menos tempo para ciudar de mim e menos ainda para pensar nesta bebé que está a crescer e que daqui a 10 semanas, se tudo correr bem, está cá fora. Sim, porque já ultrapasssei as 30 semanas, o tempo voa, foge-me por entre os dedos e não tenho tempo para fazer mais nada que não seja trabalhar de manhã depois de tratada de toda a logistica da casa e entrega da Clara na creche. Voltar a ir buscá-la e tratar do almoço e arrumar cozinha, meter a dormir e cair redonda eu também. Depois é brincar, passear, tratar de banhos e jantares. Arrumar mais uma vez e pronto, voltar a aterrar no sofá. O tempo para pensar na chegada da Diana reduz-se às aulas de hidroginática para grávidas duas vezes por semana e a uns minutos antes de adormecer, em que a sinto aqui a chamar por mim, a dar pontapés para reinvindicar a atenção que não lhe dei durante o dia. Porque não me sentei todas as vezes que me senti cansada, porque peguei várias vezes na Clara ao colo, porque andei a pé mais do que devia...
Mas entre uma saída e outra lá tenho conseguido comprar o enxoval para a bebé, pensar no cantinho dela no quarto das meninas e programar as próximas semanas. Devagar, devagarinho, lá chegaremos, acredito!
Para aumentar ainda mais o cansaço (mas por outro lado aquecer o coração), no início do mês fomos pela última vez a Portugal antes do nascimento da Diana. Fomos só nós as três, as meninas da casa. As viagens de avião correram muito bem, como sempre. A Clara é uma viajadora, adora aeroportos, aviões e todos os mimos e atenções que lhe dão. A casa dos avós é como uma segunda casa para ela, reconhece tudo, não estranha nada nem ninguém e isso é uma sorte que reconheço ter e espero que com a irmã não seja diferente. Mas claro, mesmo sendo tudo familiar, há sempre uma pequena adaptação a fazer, muitas escadas para subir e algumas birras extra para gerir. Tudo isto com o barrigão fica mais difícil de suportar e o cansaço de recuperar.
De resto tudo a andar, à parte a estação estar a mudar e a minha pressão arterial a baixar aos mínimos consentidos. Digamos que o que mais me ouvem dizer ultimamente é "estou cansada". E estou. Podre, de rastos. E acho também que isto da gravidez é lindissimo, mas que a segunda devia ser mais curta! :)
Um saquinho do lixo
E' isso que pareço e a barriga proeminente ajuda a criar a imagem...
Depois de estar dez dias a recuperar do vírus intestinal, apanhei uma constipação de caixão a' cova (e a Clara a primeira amigdalite da vida dela) e agora que finalmente recomeçava a recuperar, heis que acordo com o que parece ser conjuntivite...
Não aguento mais! Já chegaaaaaaaa! Logo hoje que finalmente íamos sair, eu e o Filippo, para um jantar romântico...vou estar muito sexy com um olho meio fechado com ramelas...oh yeah!
Depois de estar dez dias a recuperar do vírus intestinal, apanhei uma constipação de caixão a' cova (e a Clara a primeira amigdalite da vida dela) e agora que finalmente recomeçava a recuperar, heis que acordo com o que parece ser conjuntivite...
Não aguento mais! Já chegaaaaaaaa! Logo hoje que finalmente íamos sair, eu e o Filippo, para um jantar romântico...vou estar muito sexy com um olho meio fechado com ramelas...oh yeah!
coisas da (gra')vida #9
isto de estar grávida e apanhar um vírus ontestinal não está com nada... E o pior é que a culpa e' das p**as das mães que levam criancinhas para a creche depois de terem vomitado ou, pior, a festas de anos de outras crianças. Conclusão, a Clara ontem vomitou de manhã cedo (sorte que e' riga e foi só mesmo isso, um episodio de vômito) e eu estou deste as 4:00 da mattina a correr para a casa de banho...
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